Michel Teló
Críticas, críticas e mais críticas a Michel Teló.
De um lado temos Michel Teló fazendo um mega sucesso explosivo mundialmente. Um novo viral.
Fico feliz que o Brasil esteja exportando mais uma vertente para o mundo, diferente do trivial samba, futebol, bunda. Muita gente criticando que é um absurdo uma letra tão simples, pegajosa, sertaneja caindo na boca e no gosto do mundo. É por isso que pega, por ser simples, pegajosa, repetitiva e com um toque de malícia. Mas Michel Teló também é cultura brasileira, quer os críticos queiram ou não. É uma identidade de um país. Se é uma cultura mais cabeça ou mais popular não importa. Michel Teló foi feito para agradar as massas, foi feito para o entretenimento, para ser tocado até em Carnaval no lugar de Axé Baiano e ser cantado por Ivete Sangalo. Não tem como ficar comparando Michel Teló com Djavan, Sepultura, Caetano, João Gilberto. São coisas diferentes. São entretenimentos diferentes. Cada um cumpre seu papel cultural no país e ajudam a construir estilos. Por exemplo, não existiria Michel Teló se não tivesse existido o sertanejo de Tonico e Tinoco, depois a evolução para Chitãozinho e Xororó, depois a evolução para os atuais sertanejos de Fernando e Sorocaba. E toda essa evolução tem influências de MPB, Funk Carioca, Pop, Forró, etc. Aliás a música “Ai se eu te pego” inicialmente era um funk carioca, que depois virou forró e agora é sertanejo pop.
Tempos poucos cantores exportados, deixe o carinha fazer sucesso internacional. Quem sabe ele não abre as portas para outros artistas deixarem sua brasilidade brilhar mundo afora.