tweengo

"meu grito silencioso"

Dom José Cardoso Sobrinho vai para o inferno!

leave a comment »

A noite faz um silencio mortal. Ninguém em casa, apenas uma menina de 9 anos, com os peitos pouco formados, olhar inocente, vaidosa, que ainda não sabe se maquiar. Na sua escrivaninha estão as fotos do RBD e High School Musical. Apesar de tudo ela tem um olhar triste.

Meia hora depois chega o padrasto. Com a barba mal feita chega e verifica que ninguém está em casa. Teve um dia péssimo no trabalho. Abre uma cerveja e vai para a sala. Nem dá oi para a enteada. Tira a camisa suada e abre o cinto.

A mãe da menina só chega bem tarde do trabalho. Não há jantar na casa. Todos esperam a chegada da mãe para preparar algo.

O padrasto já na terceira garrafa de cerveja começa a gritar para a enteada pedindo mais uma garrafa. Ela sente um calafrio na espinha, mas prontamente vai até a geladeira e leva mais uma garrafa de cerveja ao padrasto. A garrafa está quase congelando suas mãos, mas ela nem sente. Coloca a garrafa na mesa ao lado do padrasto. Ele agradece dando um longo beijo no pescoço e apertando sua bunda. Ela fecha os olhos imóvel.

O sol já começa a se por, não há mais horário de verão. Ela volta para o quarto, se abraça num ursinho de pelúcia e se deita na cama com o rosto virado para o travesseiro. Ela tenta segurar as lágrimas que saem do rosto, mas é inevitável. Não sai choro. Apenas lágrimas e os dentes cerrados. Sua respiração é ofegante.

O som da TV está mais alto agora. Mas mesmo assim é possível ouvir os passos pesados do padrasto pelo corredor. Os passos parecem estar mais próximos. Ela continua imóvel. Ela ouve o som de um zíper se abrindo. Seu corpo fica gelado na hora.

“Fica tranquila anjinho do papai. Você sabe que gosto de você. Mais do que você imagina.”

Ele arranca o ursinho dos braços dela. Ela reluta por alguns instantes mas desiste e solta o bichinho. O padrasto começa lamber a nuca dela. Dá uma forte inspirada para sentir o cheiro dela. Lambe o corpo todo deixando sua barba por fazer raspar sua pele lisa.

Tudo acontece muito rápido. Mas para ela, parece uma enternidade. Sua cabeça está confusa. Ela sente um ódio mortal do padrasto mas sabe que é impossível contrariá-lo diante de tamanha força física. O pênis do padrastro perfura sua alma. Ela não entende porque ele faz isso. Sua cabeça está confusa. Ela fica em silencio. Ele geme. A cama geme.

De repente ele pára. Está suado. Ele repousa sobre as costas dela. Sua respiração é ofegante. Ele baba no ouvido dela. Ela fecha mais os olhos e percebe que seu corpo está tremendo. Tremendo de terror. Terror por saber que ele mora no mesmo teto e que aquilo não foi a primeira vez nem a última.

“Como é que vou contar a minha mãe?” – pensava ela. “Ela não vai acreditar em mim… Meu padrasto irá me bater. Ela pensará que fui eu quem o seduzi. Será que fui eu quem seduzi? Nossa, estou traindo minha própria mãe. Preciso ficar quieta. Só meu ursinho pode saber dessa história.” – e assim entrava em conflito sua pequena mente.

Tudo que ela quer agora é tomar banho. Seu banho demora duas horas. Ela se esfrega tanto que algumas feridas começam a surgir na virilha, numa tentativa de se limpar. Ela se sentia a menina mais suja do mundo.

A mãe chega. Prepara o jantar. Todos jantam. Assistem TV e vão dormir.

Amanhece novamente.

=================

Essa garota acaba engravidando de gêmeos do padrasto. Ele pensava que poderia gozar nela sem risco de engravidar por ser muito nova. Enganou-se.

A mãe fica inconformada com o ato do seu amado. A filha fica mais confusa sabendo que agora carrega parte do seu terror noturno dentro de si.

Pela lei do Brasil, gravidez nestes casos podem ser interrompidos. A equipe médica junto com a mãe decidem que é melhor optar pelo aborto.

Mas espera aí. E a opinião da igreja católica? Afinal somos um país católico!

Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda, ameaça excomungar toda a equipe médica e a mãe caso optem pelo aborto. Ou seja, literalmente ameaçou-os de mandar para o inferno ao expulsá-los da Igreja Católica.

Mãe e equipe médica reunem-se novamente. Dessa vez para realizarem o aborto.

O arcebispo vai a TV e excomunga a mãe e a equipe médica. A filha foi poupada por ser menor, porque se fosse maior de idade não seria.

O que a Igreja acaba de fazer foi violentar novamente essa família, mas desta vez em nome de Deus. Essa família agora irá mudar de cidade para evitar retaliações de religiosos mais fervorosos. Eles “violaram” a lei de Deus. Quem se sente a mais culpada da história é a filha. Não se fala mais no padrasto.

A Igreja agiu como o padrasto. A figura do pai que deveria ser protetora veste uma outra máscara. Valendo-se da força física continua a violentar seus filhos noite após noite, sabendo que ficarão em silêncio.

Link para a reportagem mencionada neste texto: clique aqui.

E um comentário interessante de Arnaldo Jabor sobre este caso: clique aqui.

Anúncios

Written by Alex Ok

05/03/2009 às 15:53

Publicado em Uncategorized

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: