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"meu grito silencioso"

Festival do Japão: que vergonha

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jap deco

Apesar de ser conterrâneo não havia ido a nenhuma das 13 edições anteriores do Festival do Japão .
E me arrependi.
Fui com um amigo brasileiro, o famoso gaijin.

O que vi foi uma grande feira livre, literalmente, com barracas de CDs e DVDs piratas, algo como 6 stands. E mais uns 4 stands de frutas, outros 6 stands de obento (marmitex japonês). Outros stands de cadeira de massagens. Outros de sucos de soja. Vários stands com tricôs de Monte Sião. Outros stands com roupas falsificadas da Calvin Klein, Oakley. Alguns stands de sakês e shoyus.
Os stands mais bem elaborados eram da Nintendo, Microsoft Xbox, Honda, Toyota e Kumon.
A praça da alimentação na área externa também deixou bem a desejar. A intenção era mostrar a comida típica de cada província. Mas vi pelo menos uns 10 a 15 boxes de províncias oferecendo Yakisoba e Guioza, pratos originalmente chineses. Quando fui, na 6a feira, dia da abertura, no final da tarde havia somente 60% dos boxes de alimentação abertos. Outros estava arrumando ou nem se quer isso. Se sou o coordenador do evento, penalizaria com uma multa aqueles que não abriram o stand a tempo.
No palco principal as modeletes candidatas a Miss Nikei estavam ensaiando, com uma nada simpática coreógrafa que não parava de dar bronca. Precisamos ver isso? Porque não ensaiaram antes? Não estou a fim de ver ensaio. Quero ver o bolo pronto, não preciso ver o confeiteiro fazendo-o.
Lamentável.
Um festival que recebe 200 mil pessoas, e se intitula o maior festival da cultura nipônica deveria ter a responsabilidade de valorizar a cultura e não denegri-la.
Lamentável.
Um festival como esse é uma oportunidade para valorizar a cultura japonesa e promover a integração com a cultura brasileira.
Talvez convidar alguma faculdade de tecnologia do Japão para mostrar as últimas novidades tecnológias como robôs, técnicas de agricultura, uso da energia. Poderia ter algum cantor ou cantora famosos. Uma modelo japonesa de destaque. Um artista renomado. Carros conceito, casas conceito. Jogadores de futebol japoneses, lutadores de sumô. Produtos brasileiros exportados ao Japão.
Acredito que estas idéias acima além de enriquecer a cultura dariam muito mais visibilidade em mídia espontânea. Até a feira cresceria em quantidade e qualidade de público.
O Festival do Japão ainda pode dar a volta se tornar realmente uma referência e motivo de orgulho tanto para a cultura japonesa como para a brasileira.

samufly

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Written by Alex Ok

18/07/2011 às 11:45

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